
Tecnologia Azul
No SplashLab, aplicamos conceitos de engenharia ao desenvolvimento de soluções de Tecnologia Azul. O nosso portfólio de projetos inclui um ROV (Remotely Operated Vehicle) configurado para inspeção e recolha de imagem subaquática, e um protótipo de superfície desenhado para a remoção mecânica de resíduos. Recentemente, integrámos o desenvolvimento de uma estação meteorológica para a aquisição e análise de dados ambientais em tempo real. Todo o processo assenta na Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), onde as competências STEM são a ferramenta base para converter desafios oceânicos em soluções técnicas funcionais.
ROV II
(Veículo Operado Remotamente )
O Clube Robótica XL recuperou e evoluiu o legado do projeto ROV4all, no qual a nossa escola colaborou anteriormente. Partindo dessa base, os alunos do 3.º ciclo otimizaram o design original, integrando um sistema de captação de imagem subaquática e um sensor de temperatura para monitorização ambiental.
Com um cabo umbilical de 10 metros que define o seu raio de operação, este ROV converte conceitos teóricos em ferramentas reais de exploração, permitindo à equipa recolher dados e observar o ecossistema marinho de forma autónoma.​
Imagem interativa da estrutura do ROV​
Imagem interativa da consola do ROV​
Para este projeto, foi adquirida esta câmara subaquática para pesca no gelo, com um monitor de 4:3"" e cabo de 30m; um joystick de 8 vias; dois botões de pressão ON-OFF​




O ROV4all é uma iniciativa de literacia do oceano desenvolvida pelo Observatório do Oceano da Madeira (OOM/ARDITI), desenhada para democratizar o acesso à exploração marinha. O projeto foca-se na construção de veículos submarinos de baixo custo (ROVs), permitindo que escolas e comunidades educativas montem e operem as suas próprias ferramentas de investigação. Ao combinar engenharia e ciência, o ROV4all transforma o estudo do mar numa experiência prática, capacitando os alunos para monitorizar e compreender os ecossistemas subaquáticos.​
Aceder ao projeto completo ROV4ALL:
BARCO LIMPADOR DE SUPERFÍCIE
Diferente do projeto anterior, o desenvolvimento do barco limpador de superfície realizado pelos alunos do Clube Robótica XL nasceu de um processo de descoberta e experimentação integral. Sem um plano preestabelecido, os alunos do 3.º ciclo enfrentaram o desafio de projetar de raiz, explorando conceitos fundamentais de hidrodinâmica, flutuabilidade e a distribuição estratégica de pesos para garantir a estabilidade da embarcação.
​
A arquitetura de controlo do projeto também evoluiu com a experiência: a ideia inicial de um sistema controlado por arduino e infravermelhos deu lugar a uma transmissão por radiofrequência, permitindo maior alcance, rapidez de resposta e eficiência operacional em ambiente aberto.
Imagem interativa da estrutura do Barco Limpador de Superfície​
Esquema do circuito​

Código para a versão Arduino e sensor infravermelho
Para o projeto final, foi adquirida um controlo remoto com receptor de rádio para 3 motores, um motor de engrenagens de 5v, e dois motores subaquáticos de 7,4v. ​



E AGORA?
O ROV e o barco limpador de superfície provaram que os alunos do nosso clube de Robótica XL sabem navegar em águas ambiciosas. O passo seguinte é garantir que estes engenhos ganhem nova vida nas mãos dos alunos mais novos. Num exercício de mentoria técnica, os veteranos passam agora o testemunho aos recrutas, assegurando que os protótipos resistem ao teste supremo: o entusiasmo prático de quem está agora a dar os primeiros passos nestas coreografias.

Adquirida através das verbas do ProBleu, a nossa estação meteorológica (Kit SparkFun) já se encontra montada No entanto, de momento é apenas um esqueleto de sensores e de fios à espera de uma "alma". O próximo desafio é infundir-lhe lógica através do micro:bit e integrá-la num projeto de meteorologia que nos permita olhar para as nuvens com o rigor de quem procura dados, e não sombra.
>>Clicar nas imagens para obter informações
É um projeto com pernas para andar, que aguarda apenas por quem se sinta inspirado a capitanear esta transição para o projeto “Climate Detectives” da ESA (Agência Espacial Europeia), e pretenda elevar a nossa investigação até novos patamares. Veremos como a eletrónica se porta perante o mundo real. Afinal, qualquer entusiasta da robótica sabe que, entre o que corre bem no simulador e o que realmente acontece quando o interruptor é ligado, existe um abismo de imprevistos que, no fundo, é precisamente quando a verdadeira aprendizagem acontece.




