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ALCANCE

A comunicação no SplashLab é a ponte entre o trabalho na escola e a realidade da nossa região. Ao integrarmos o mar e os saberes locais nas aprendizagens, garantimos que os projetos ganham uma outra utilidade fora da sala de aula e que o empenho dos alunos consiga, também, ter um impacto real na comunidade.

Queremos que a escola deixe de ser vista como um mundo à parte. Ao abrirmos estas portas, mostramos que o conhecimento tem continuidade no território que habitam e que os nossos alunos não são figuras distantes. O propósito é que regressem à sua terra não apenas como académicos, mas como parte integrante

VISITA À RIA FORMOSA
E ÀS ILHAS

Os alunos do 3.º ciclo da Escola E.B. 2/3 Dr. João Lúcio embarcaram numa experiência única de exploração da Ria Formosa, muitos deles visitando pela primeira vez as ilhas da Culatra e do Farol. Durante a navegação, observaram a complexa dinâmica das marés, a configuração das barras e dos canais de navegação, assim como os baixios de aquicultura, onde o cultivo de ostras exemplifica a gestão sustentável dos recursos naturais da região.

Um dos objetivos principais da atividade foi mostrar aos alunos a verdadeira extensão da Ria Formosa e a sinergia entre os seus diferentes elementos: a água, os canais, as ilhas e as atividades humanas que se desenvolvem à sua volta. A visita permitiu perceber como a atividade pesqueira e a indústria transformadora se ligam à história e à economia de Olhão, oferecendo uma visão integrada da relação entre a comunidade local e o ecossistema marinho. Esta interpretação do património industrial e natural foi feita a partir do mar, na zona ribeirinha de Olhão.

VISITAS E PALESTRAS

No âmbito do SplashLab, estabelecemos parcerias com diversas entidades que desenvolvem projetos ligados ao ambiente marinho, permitindo aos alunos aceder a novas perspetivas científicas e experiências práticas. Estas colaborações foram fundamentais para aprofundar a compreensão do papel do oceano e dos ecossistemas marinhos na vida quotidiana e na economia local.

Entre as atividades desenvolvidas, destacou-se “À Conversa com uma Especialista!”, com a investigadora Farhat Bajwa, do CIMA – Centro de Investigação Marinha e Ambiental, que abordou o tema da poluição marinha, despertando nos alunos a consciência para os impactos humanos sobre os oceanos.

Os alunos das turmas de 9.º ano visitaram ainda o Centro Ciência Viva do Algarve, em Faro, numa experiência de aprendizagem prática fora da sala de aula, centrada na literacia do oceano, nos ecossistemas marinhos e na preservação do ambiente. Esta visita permitiu explorar de forma concreta o impacto das atividades humanas nos ecossistemas e compreender melhor os desafios da conservação marinha.

Agradecemos também à equipa da Biblioteca Escolar, que possibilitou a realização das palestras “Cientificamente Provável”, em parceria com o CCMAR Algarve. Esta entidade forneceu ainda material informativo para exposição na escola, enriquecendo o projeto e reforçando a ligação entre os alunos, a investigação científica e a proteção do oceano.

2ª CONFERÊNCIA NACIONAL

DA LITERACIA DO OCEANO

Nos dias 7 e 8 de novembro, os alunos (e embaixadores Escola Azul) Guilherme Martins e Vicente Luís, participaram na 2.ª Conferência Nacional da Literacia do Oceano, organizada pela Ciência Viva e pelo Comité Nacional para a Década do Oceano, no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, em Lisboa.
 

Os alunos integraram o painel “Literacia do Oceano Pela Voz dos Jovens”, onde apresentaram reflexões sobre a preservação da Ria Formosa e o desenvolvimento económico local. A participação permitiu-lhes exercer competências de comunicação e postura em público, apresentando ideias de forma clara e responsável.

Durante o evento, a escola apresentou também as atividades desenvolvidas no âmbito do SplashLab e do +Azul, incluindo as observações desenvovlidas durante as campanhas sobre caiaque, os batismos de vela e os mergulho autónomo. O Clube de Robótica XL demonstrou protótipos como um ROV subaquático e um barco limpador de superfície de água, mostrando as aplicações práticas da ciência e da tecnologia na proteção de ecossistemas aquáticos.

A iniciativa contou ainda com a visita de Mariana Viegas, antiga aluna e Bióloga Marinha, que acompanhou e apoiou os estudantes durante a conferência.

A participação foi também uma oportunidade para conhecer parceiros, estabelecer contactos e definir futuras colaborações.

Da esquerda para a direita: António Espadaneira (Coordenador Escola Azul AEFFL), Carina Galvão (Coordenadora +Azul); Ana Noronha (Diretora Executiva Ciência Viva); Vicente Luís (Aluno Embaixador Escola Azul AEFFL); Pedro Russo (Astrofísico); Guilherme
Martins (Aluno Embaixador Escola Azul AEFFL)

Da esquerda para a direita: António Espadaneira (Coordenador Escola Azul AEFFL), Carina Galvão (Coordenadora +Azul); Ana Noronha (Diretora Executiva Ciência Viva); Vicente Luís (Aluno Embaixador Escola Azul AEFFL); Pedro Russo (Astrofísico); Guilherme Martins (Aluno Embaixador Escola Azul AEFFL)

SEA OF MEMORIES
MAR DE MEMÓRIAS

No âmbito do eTwinning, estabelecemos contacto com o Agrupamento de Escolas D. Lourenço da Lourinhã, a Escola Básica e Secundária da Ilha de Santa Maria - Açores, o Instituto de Educación Secundaria Los Molinos de Cartagena - Espanha, e o 1.º Liceu Profissional de Amorgos - Grécia, criando uma parceria europeia assente na partilha de experiências, saberes e contextos ligados ao mar.

O projeto “Sea of Memories / Mar de Memórias” promove o encontro entre diferentes gerações para explorar e valorizar as tradições marítimas. Através de entrevistas, os alunos recolhem e registam histórias orais, preservando memórias associadas à navegação e à pesca tradicional, relacionando-as com a biodiversidade marinha local e os desafios atuais da sua proteção. Enquanto os alunos mais novos desenvolvem atividades criativas e narrativas, os mais velhos assumem a investigação, o registo e a produção de conteúdos digitais, num trabalho colaborativo com as escolas parceiras europeias.

O eTwinning é uma iniciativa europeia que promove a colaboração entre escolas de diferentes países, através do desenvolvimento de projetos educativos conjuntos, utilizando ferramentas digitais. Permite aos alunos e professores partilhar experiências, trabalhar em equipa e aprender em contextos reais, reforçando a dimensão europeia da educação.

Clique para vistar o site:
https://school-education.ec.europa.eu/en/etwinning

CENÁRIOS DE APRENDIZAGEM

Crescemos a aprender com os outros e acreditamos que a partilha é a base de uma escola mais justa e democrática. Por isso, queremos que as nossas práticas saiam da nossa porta e cheguem a outros contextos educativos. Sabemos que os recursos variam, mas a essência das nossas atividades é flexível e adaptável a qualquer meio.

O Novigado é um projeto europeu, financiado pelo programa Erasmus+, que apoia escolas e docentes na adoção de práticas pedagógicas mais ativas, colaborativas e centradas nos alunos. Disponibiliza uma plataforma online com ferramentas, cenários de aprendizagem e exemplos de boas práticas, com o intuito de promover a partilha, a adaptação de recursos e a colaboração entre educadores de diferentes contextos.

 

Entre as suas vantagens, o Novigado apoia a inovação pedagógica com recursos práticos, disponibiliza materiais adaptáveis para diferentes contextos educativos e promove o desenvolvimento profissional contínuo através de eventos e de uma comunidade ativa de educadores.

Clique para visitar o site:
https://fcl.eun.org/novigado

COMUNICAÇÃO

A ação de comunicação do SplashLab nasceu de uma intenção clara: levar o projeto para lá do círculo das instituições e fazê-lo chegar ao coração da comunidade da Fuseta. Embora várias entidades educativas, culturais e associativas tenham sido contribuidores fundamentais desde o início, o nosso verdadeiro desafio estava na rua. Queríamos que o SplashLab fizesse parte da conversa quotidiana da vila, superando aquela barreira invisível onde a população, absorvida pelas suas rotinas e pelas obrigações que lhes marcam os passos, tende a ver nestas iniciativas algo como “coisas da escola” que pouco acrescentam ao dia a dia de quem ali trabalha e vive.

Mais do que sermos apenas aceites, o objetivo foi evitar o rótulo de sermos 'mais um projeto' desenhado para cumprir o calendário de uma entidade distante. Sabíamos que a vila confia na escola, mas queríamos demonstrar que o SplashLab não era apenas um exercício académico e fechado para os alunos; era uma iniciativa da e para a Fuseta.

A nossa comunicação procurou, assim, despir-se de formalismos para que as pessoas sentissem que este projeto lhes pertence, transformando o que poderia ser visto como um simples “carimbo escolar” numa identidade local que faz sentido na vida e no território da própria vila.

Clicar em  "Listen in browser" para ouvir a emissão

​No início, investimos sobretudo na produção de filmes e clips mais formais, procurando elevar a qualidade do discurso visual e conferir ao SplashLab uma imagem cuidada e consistente. Rapidamente percebemos, porém, que esta abordagem não estava a produzir o impacto desejado.

Reajustámos o rumo. Para chegar onde queríamos, teríamos de entrar pela via onde hoje, para o bem e para o mal, a comunicação é privilegiada: as redes sociais. Reduzimos o tempo dos vídeos, optámos por filmagens mais diretas e dinâmicas, arriscámos ângulos mais ousados, colocámos a câmara nas mãos dos alunos e assumimos a verticalidade da composição.

Foi um momento de aprendizagem e, desta forma, conseguimos chegar a mais gente.

 

Aos de cá.

 

Aos de lá.
 

Aos que importam.

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E AGORA?

As ações e os recursos alcançados através do SplashLab tiveram um papel determinante e deixaram uma marca clara na escola. As experiências vividas continuarão a ser recordadas pelo impacto que tiveram, sobretudo nos alunos que nelas participaram. Mais importante do que os momentos vividos ou os meios materiais que foram aquiridos, foi a experiência que permaneceu. Uma experiência que contribuiu de forma decisiva para a construção da identidade da Escola Dr. João Lúcio. Uma escola que pode não ser reconhecida pela sua dimensão, mas que será, sem dúvida, reconhecida pelo percurso que aqui se traçou.
 

Tendo a Escola Azul como ponto de partida, o SplashLab criou as condições para um impacto que se irá prolongar para além do seu término formal. Este impacto tornou possível a continuidade do trabalho e abriu caminho a novas colaborações e projetos que agora ganham forma, como o LIXARTE, em articulação com a Europe Direct Algarve, e o GERAt, com o Turismo de Portugal.Outras parcerias estão igualmente a ser estabelecidas, com o objetivo de consolidar e fortalecer o caminho iniciado.

O SplashLab encerra como projeto, mas permanece como base de um trabalho que continua...

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